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Faltam 2: Vôlei feminino avança para semi após vitória por 3 a 1 contra russas


A virada do Brasil sobre o Comitê Olímpico Russo garantiu mais uma semi-final no vôlei feminino. Foto: Volleyball World.

Não da pra falar em mata-mata de vôlei, sem falar de Rússia contra Brasil, duas das maiores escolas do esporte se enfrentaram para ver quem seguiria adiante para as semi-finais da competição. Com uma virada por 3 a 1 (23/25, 25/21, 25/19 e 25/22), as brasileiras seguem com força total por mais um ouro.


Set 1: Uma partida eletrizante se iniciou, e o duelo de ataque contra defesa foi muito bonito para qualquer um que goste do esporte. O meio de rede brasileira já dava um inicio do show que iria acontecer nessa partida (foram 5 pontos nesse fundamento para as brasileiras).


Mesmo com a defesa pelo centro em dia, o Brasil tentou muito para a saída de rede das russas, mas não adiantava, as opostas Nataliya Goncharova e Arina Fedorovtseva jogaram muita bola e juntas lideraram sua equipe na vitória apertada por 25 a 23 Comitê Olímpico Russo (ROC).


Set 2: Partidas difíceis como essa, não possuem soluções fáceis para os problemas do seu time. O técnico das russas Sergio Busato tentou melhorar sua rede, trazendo uma força de bloqueio forte para igualar a do Brasil.


Eis que a mudança de Sergio pagou seu preço, pois agora, precisando ajudar mais na defesa central de rede, Goncharova sumiu no jogo, ela que havia sido um impecílio para o Brasil no primeiro set, agora não atacava mais.


Quem se aproveitou disso foi a ponteira brasileira Gabi Guimarães, que havia passado o primeiro set inteiro tentando para a oposta russa, e que agora, podia focar inteiramente no ataque visto que a adversária estava num mal momento.


Ataques russo mais fracos, implicaram em mais defesas das brasileiras, e consequentemente na vitória do set em 25 a 21. A mudança de Sergio foi tão prejudicial para Goncharova, que a atleta foi a única que não pontuou e não foi substituída.


Set 3: O ROC parecia ter ficado atordoado com o último set, Gabi novamente defendia tudo que vinha da saída da rede russa (6 defesas difíceis pra ela). Mas realmente quem brilhou no set entrava la no centro da rede, Carol Gattaz acabou com o set fazendo pontos de ataque, bloqueio e até mesmo um ace pra conta dela.


O Comitê Russo até encontrou uma alternativa para atacar, agora pelo outro lado, com a ponteira Irina Voronkova, que foi a maior pontuadora do set com 8 pontos. Infelizmente para as europeias, isso ficou longe de ser o suficiente para passar a frente do placar. Final de set: 25 a 19 Brasil.


Set 4: Com outra forma de atacar por parte das russas, e o centro brasileiro impecável, o quarto set voltou a ser muito disputado. O jogo fluia de todos os lados da rede e o placar dificilmente abria espaço para uma das duas seleções conseguirem ter folga.


Para a felicidade das sul-americanas, o Brasil comandou o meio da rede do início ao fim, e nesse set não foi diferente. Rosamaria, central brasileira, foi pouco citada aqui, mas desde o começo era a líder dessa defesa implacável nos bloqueios, foram mais 2 pontos nesse fundamento para ela nessa etapa (totalizando 6 dela no total da partida).


Essa atuação sólida defensivamente garatiu ao Brasil a pequena distância necessária para fechar o jogo com um 25 a 22, deixando para trás uma das mais forte equipes do cenário mundial do vôlei, e aparecendo nas etapas finais de Tóquio com a equipe imbatível.


O confronto que decide quem vai para a final será contra a Coréia do Sul, na manhã de sexta-feira (6) às 9:00h horário de Brasília. O Brasil já venceu a equipe coreana tranquilamente na fase de grupos, e vem com favoritismo total para o confronto.

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