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OPINIÃO: Carta aberta à direção do Ceará e à CBF


Foto: Divulgação/Ceará SC.

"Elas estão super felizes. A oportunidade que foi dada para elas trabalharem, de participar de uma competição nacional, o impacto dos gols e ela chorar é uma coisa, mas isso foi o reverberado, massacrado. Mas a atleta está super feliz, está trabalhando feliz. Nós que fazemos o clube, temos outro entendimento porque a gente convive".


Lembram desta frase? Ela foi dita por Eduardo Lima, diretor administrativo do Ceará Sporting Club e responsável pelo futebol feminino do clube após a derrota por 14x0 para o Corinthians na primeira rodada do Brasileirão Feminino. E 11 rodadas depois, o time cearense está matematicamente rebaixado para a Série A2 do torneio.


E todos sabemos que a grande culpada foi a antiga administração do clube. Com o rebaixamento do time masculino para a Série B ano passado, o Ceará cortou todo ou grande parte do orçamento de outras partes do clube para se reforçar, entre eles, o futebol feminino (que consumia míseros 1% de todo o orçamento). Com isso, o time que subiu para a Série A1 Feminina como campeão foi totalmente desmontado; e começou 2023 com a base, no que resultou em 10x0 do Flamengo, 14x0 do Corinthians e nenhuma vitória em 12 rodadas do Campeonato Brasileiro!


E a pergunta que eu faço: elas estão realmente felizes? E vocês, antigos gestores do Ceará, estão felizes? E eu faço uma pergunta à CBF: apoiadíssima a obrigatoriedade dos seus filiados terem times de futebol feminino; mas e a igualdade de condições (e, sim, tô falando de estrutura e grana)? De que adianta ter um campeonato de futebol feminino, se temos um seleto grupo que tem investimento, estrutura, enquanto a grande maioria passa todo tipo de perrengue? Não é o momento de todos que amam e defendem a modalidade unir forças para que isso não se repita? O caso do Ceará Feminino precisa ser exemplo, para que a modalidade precisa ser respeitada da forma como ele deve ser. Se não, essa disparidade não vai acabar tão cedo!



*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade dos seus autores, e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.



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