OPINIÃO: Um RExPA 770 onde venceu a ruindade em campo
- Rui Guilherme Filho
- 18 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de ago. de 2023

Ontem tive o prazer de cobrir aqui pelo Dimensão Esportiva, o clássico entre Paysandu e Remo, pela Série C do Campeonato Brasileiro. Era um RExPA importante, pois era o de número 770, e significava muito para ambos os clubes. Pro Remo, era vencer e sair da Zona da degola (o que não conseguiu), pro Paysandu, era vencer para consolidar a era Hélio dos Anjos na terceirona (conseguiu, mas não convenceu ainda a torcida bicolor).
Nesse confronto, o Papão levou a melhor, por 1 a 0 pelo pênalti bem batido de Mário Sérgio, porém, quem venceu de verdade esse clássico foi a ruindade de ambos os clubes dentro de campo. A começar pelo vencedor da partida, ai se não fosse aquele pênalti, iam passar os dois tempos inteiros tentando marcar e não conseguia, apesar das falhas graves do adversário em campo. Já o Remo, dominou a partida quase toda, mas não conseguia acertar, e não falo somente pelo ótimo desempenho de Matheus Nogueira no gol bicolor, mas também pela deficiência técnica e escolhas erradas de Ricardo Catalá a frente do Leão.
O RExPA de ontem mostrou que assistir “Terra e Paixão” na Globo tava bem mais interessante, posso nem reclamar da nossa cobertura. Eu, Igor Mendes e Anderson Lima conseguimos segurar (ou como dizem a gíria dos gamers “tankar”) a partida, apesar das dificuldades da geradora da transmissão. Hélio dos Anjos, em uma entrevista dada anteontem a imprensa, falava que não contava com vitória ou vantagem do Paysandu, e não ironicamente, estava correto na sua colocação. Apesar das duas últimas vitórias, o time ainda precisa ter mais habilidade e familiaridade nas finalizações, que pecou demais no jogo de ontem. Se o Paysandu tivesse isso, a humilhação aos remistas seria ainda maior.
Por outro lado, o Remo paga por anos de má administração no futebol que angariou um rebaixamento e campanhas pífias na C, com exceção da de 2020 que promoveu o Remo a Série B de 2021. E se a torcida, leiga como só ela, ainda arranja milhões de culpados, menos em um, que não cabe citar nomes, mas enquanto o Remo tá nessa situação, está viajando como se nada tivesse acontecendo né, presidente?
O clássico de ontem, apesar de um levar a melhor, mostrou a decadência que o futebol belenense (com exceção da Tuna Luso Brasileira, que está “muito bem, obrigada” na Série D) se desenvolve ao longo dos anos. Times grandes que agem como pequenos, só vivendo de um provocar o outro, um tomando jogador do outro, enquanto futebol de campo… é zero. Se Hélio e Catalá não tomarem uma ação urgente em ambos, um será rebaixado e outro vai apanhar de novo e outra vez no quadrangular. Até quando vamos ver uma rivalidade tradicional do futebol brasileiro, ser dirimida em rivalidade de ensino médio?
*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade dos seus autores, e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.
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