top of page

OPINIÕES NFC: Estilo é vencer jogos!

Reprodução: @DetroitLions.


Os quarterbacks que chegam na final da NFC tem muita história para contar, principalmente se tratando de voltas por cima. Da 7a rodada a briga por MVP e da troca a eliminação do ex-time. Goff e Purdy não são gênios, não aparecem em tabloides, não usam roupas chamativas, mas nessa temporada foram muito vencedores.


O camisa 16 chegou em Detroit após ser trocado por Matthew Stafford e tinha o rotulo de um bom QB de transição, alguém que sustentaria derrotas para um bom QB nos drafts seguintes e depois se tornaria um reserva útil, porém, quis o destino que Jared, o desacreditado, voltasse aos holofotes.


Mesmo com apenas 3 vitórias na temporada em que seu ex time venceu o tão sonhado SuperBowl, Goff recebeu voto de confiança do inexperiente treinador Dan Campbell e recebeu o apoio de Ben Johnson, que foi promovido a coordenador ofensivo e ajudou a melhorar consideravelmente o desempenho de Goff.


Com um esquema mais livre e um pocket que foi se fortalecendo durante a temporada 2023, Goff perdeu o medo de alongar o campo, teve um crescimento de 1200 jardas em relação a sua temporada anterior e achou em Amon'Ra St Brown um parceiro quase que ideal, sendo disparadamente o alvo mais procurado.


Os Lions terminaram 9-8 em 2022, a um "fio de cabelo" de ir aos playoffs. O projeto já se mostrava no rumo correto, os Lions precisavam apenas de alguns ajustes para voltarem aos playoffs depois de 7 anos. Os ajustes se chamavam: Sam LaPorta, David Montgomery, Jamhyr Gibbs, Brian Branch e uma súbita evolução de Aidan Hutchinson.


Com duas excelentes opções para jogo corrido, uma defesa já mais evoluída e um corpo de recebedores mais maduro, os Lions não tiveram problemas para vencer sua divisão, a primeira NFC North de sua história, já que o titulo divisional de 1993 a franquia disputava pela NFC Central.


Nos Playoffs, o primeiro desafio foi justamente o LA Rams, ex-time do nosso herói. No papel, equipes parelhas e que jogam de uma maneira similar. Muita explosão física, recebedores que buscam explorar o fundo do campo, problemas em secundária. O jogo se desenhava para um: Quem souber melhor explorar a fraqueza do adversário enquanto mascara seus próprios defeitos vence.


O jogo foi parelho, terminou em um ponto. Os Lions souberam definir o jogo no primeiro tempo e segurar a sua vantagem no segundo, partida segura, do jeito que os playoffs pedem. No fim, por uma vantagem tão diminuta, os Lions venciam sua primeira partida de pós temporada em 32 anos.


Na próxima etapa, o surpreendente Tampa Bay Buccaneers, com uma defesa ruim no passe, mas que pressiona muito bem e defende com muita qualidade o jogo corrido. Evitando Sacks, Goff anotou 2 TDs, se saiu bem contra a pressão e contou com a sorte de Baker Mayfield ser interceptado duas vezes. Placar final: Lions 31 x 23 Buccs e retorno a final de conferência após 3 décadas.


Os Niners são um time bem superior e equilibrado do que eram Tampa e LA, porém, toda a campanha conduzida até aqui, com muita seriedade, qualidade e competência já torna os Lions grandes vencedores. Não só pelo retorno a um lugar condizente com a paixão da torcida, mas também a indicação de um grande futuro para o time e a revitalização de Jared Goff como franchise QB.


O rival de Goff será o "Mr Relevant". Brock Purdy, ultima escolha do Draft de 2022 que viu sua trajetória na liga virar do avesso quando se viu entrando em campo profissionalmente após as lesões de Jimmy Garoppolo e Trey Lance.


No inicio, realmente um QB de "sistema". Muito passe curto, bastante dependente de jardas pós recepção, deixava os jogos maiores com os running backs, coisas comuns para um calouro. Mesmo assim, ele foi evoluindo como passador, foi suficiente para chegar ao Championship Game e lá sofreu uma lesão nos primeiros snaps, vendo não só a sua temporada ruir, mas também a chance de SB de sua franquia.


Na offseason, teve um bom tempo para se recuperar e contou com o respaldo de Kyle Shanahan, que afirmou aos quatro ventos que ele seria o titular. Com respaldo e confiança, o crescimento do então "tampão" foi exponencial.


Durante a temporada regular de 2023, vimos um Purdy mais maduro, cuidando melhor da bola, escapando de sacks, explorando mais o fundo do campo e menos dependente do jogo corrido. Muitos críticos irão falar "Mas nos Niners até eu", e eu respondo com: Que culpa tem o atleta se ele deu a sorte de trabalhar com os melhores e teve a competência para se manter no cargo?


Mesmo a maior responsabilidade não o impediu de cometer erros como qualquer segundoanista cometeria. A péssima partida contra os Ravens, muito pela qualidade da defesa de Baltimore do que realmente demérito do jogador e a grande dependência do Trent Williams segurando o seu lado mais frágil são uma grande munição para quem insiste em duvidar do bom Purdy.


A partida contra os Packers não foi um show, mas ele soube evitar interceptações bobas, fez bons drives, anotou TD e gastou relógio quando preciso. Não fez uma exibição de Steve Young, mas fez o suficiente para assegurar mais um Championship Game.


O camisa 13 de San Francisco é muito bom jogador, obvio que muitos subestimam ou superestimam, porém, é inegável que ele é hoje um QB top 10, tem qualidade para conduzir essa equipe ao sucesso e principalmente: É melhor ou fez um trabalho melhor que Colin Kaepernick, Jimmy Garoppolo, Trey Lance e Sam Darnold.


Em dois anos, são duas finais de conferencia, uma evolução considerável e números e estilo de jogo e cada vez mais uma consolidação da liga. Sem superestimar, comparar com outros atletas, devemos analisar e nos divertir com o jogo de Brock Purdy, que não só é uma realidade, como um dos responsáveis pelo sucesso de sua franquia.


Não tão badalados quanto qualquer um dos possíveis adversários do SuperBowl, mas tão competentes quanto. São peças cruciais de seus esquemas, mostram versatilidade e tem totais condições de levar o Lombardi para casa. Independente do que vier, Purdy e Goff podem ficar tranquilos, pois são duas realidades e estão entre os melhores da liga.



*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

Comments


bottom of page