PREMIER LEAGUE - Futebol e negócios (Parte 3)
- Rodrigo Silva
- 25 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Uma das maiores ligas do mundo, um espetáculo dentro e fora de campo.

Foto: Site Oficial/Premier League
O passatempo dos ingleses, como era visto o futebol, até uma certa época, não era claramente um tipo de investimento que outras pessoas iriam fazer, principalmente alguém que visivelmente estava em busco de lucros absurdos. O campeonato inglês era mal gerido financeiramente, mas tinha um potencial enorme que muitos começaram a enxergar após o final dos anos 80 e início dos 90 e, dificilmente haviam patrocínios visíveis à beira do campo (como costumamos ver atualmente). Os negócios não andavam bem e, a situação atual também não agradava os espectadores. Mas iria melhorar. E MUITO!
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Antigamente, os torcedores ficavam em frente à televisão, sentados num sofá, para assistir as partidas do campeonato inglês – quando ao eram menos transmitidos – ao invés de irem aos estádios, acompanhar os jogos do seu clube do coração. A triste época chegava a esse declínio por uma série de fatores, como a baixa receita recebida pelos clubes, que cobriam com dificuldades custos com o estádio, manutenção de gramado, salários dos atletas e, tudo isso, unido à péssimas condições de deslocamento e de alimentação, afastava ainda mais os torcedores, algo que vinha derrubando ainda mais a bilheteria das partidas.
Além desses empecilhos para apoiar os clubes, as pessoas viviam com medo do perigo iminente, já que eram comuns os confrontos policiais com grupos de hooligans (torcedores fanáticos e desordeiros) nas tardes de sábado. Grupos como Chelsea Headhunters e West Ham’s Inter City Firm tinham o costume de transformar às ruas ao redor do estádio num campo de guerra de gangues e muita gente preferia se preservar em casa ao invés de arriscar a vida numa partida de futebol. A experiência para assistir um jogo era realmente um desafio desastroso.
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Os presidentes e dirigentes das equipes estavam reunidos para finalizar o projeto da Premier League e dar o pontapé inicial do novo negócio. Naquela altura, todos tinha uma visão do futuro bem esperançosa, se baseando no estilo de uma liga midiática dos Estados Unidos, a NFL – a National Football League, a liga profissional de futebol americano – que oferecia estádios seguros, ótima hospitalidade e tinha um poder imensurável de transmissão e havia transformado os times em máquinas de fazer bilhões de dólares. O novo campeonato inglês estava com intenções de se espelhar não só no estilo de negócio americano, como também, nas transmissões, com programas que durariam horas antes e depois das partidas, com debates, análises e outras ideias que viriam bem a calhar.
Eles finalmente entenderam como um esporte de sucesso deveria ser gerido. Não era apenas um jogo. Era um EVENTO GRANDIOSO!
Fonte: ROBINSON, Joshua e CLEGG, Jonathan - A LIGA – Como a Premier League se tornou o negócio mais rico e revolucionário do esporte mundial (2020)
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